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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Voleibol como metodologia convencional de ensino na Educação Física.



Voleibol como metodologia convencional de ensino na Educação Física.

    A metodologia convencional de ensino está baseada na aprendizagem sistematizada das partes do jogo, que são chamadas de fundamentos. Desta forma, as habilidades motoras servem como instrumentos para a execução dos gestos técnicos específicos da modalidade. O domínio dos fundamentos do jogo caracteriza a proficiência do atleta, com aqueles que têm uma maior habilidade nos fundamentos sendo considerados, normalmente, melhores jogadores.

    O aprendizado dos fundamentos e de todos os aspectos que envolvem a formação de um jogador de voleibol deve partir das ações motoras e fundamentos considerados mais fáceis para os mais difíceis. A sequência pedagógica adotada pelo professor deve contemplar os alunos com atividades primeiramente de execução e entendimento simples, para após o aprendizado destas criar situações mais complexas. O professor deve atentar ainda para o respeito ao grau de desenvolvimento do aluno, respeitando o estágio de aprendizado que o mesmo se encontra.

    De acordo com a FIVB (Federação Internacional de Voleibol), os fundamentos do jogo são: saque, recepção, levantamento, ataque, bloqueio e defesa (RIBEIRO, 2004). Cada um destes fundamentos aparece de forma isolada, porém em conjunto sintetizam o que acontece em um jogo de voleibol. O praticante de voleibol vai utilizar estes fundamentos por toda a sua vida esportiva. Portanto, para o ensino dos fundamentos devemos trabalhar com toda a calma e critério, não podendo haver atropelos e queima de etapas. As habilidades mal aprendidas e os vícios decorrentes desta aprendizagem proporcionam um rendimento ineficaz (BIZZOCHI, 2004).

    Todos os outros recursos e ações empregados em um jogo de voleibol são considerados elementos, que dão suporte a realização dos fundamentos. Os principais elementos de um jogo de voleibol são: o toque, a manchete, os deslocamentos e as posições de expectativa.

    O aprendizado da técnica das ações de jogo pode ser realizado através dos métodos analítico ou global. O método analítico consiste em dividir o fundamento em partes e treinar cada parte separadamente, de forma que a complexidade das ações seja amenizada, tornando os erros mais fáceis de serem corrigidos. Já o método global o fundamento é trabalhado como um todo, economizando tempo e treinando ações mais similares as encontradas em jogo (SILVA, 2004).

    A literatura diverge quanto ao método mais indicado para ser utilizado com iniciantes. Sugere-se que as atividades sejam conduzidas através do método analítico quando as características de organização e complexidade forem maiores, utilizando o método global para as atividades mais simples (ZACARON e KREBS, 2006).

    A sequência de ensino das ações do jogo é um tema que provoca divergências. Existem dois modelos que são mais utilizados, cujas características veremos a seguir.

* Método dinâmico paralelo: Entende que os fundamentos devem ser aprendidos na sequência que aparecem no jogo. Tem como principal dificuldade a necessidade de associação entre as ações de jogo. Nesta proposta, os alunos aprenderiam o saque, posteriormente a recepção, o levantamento, ataque, bloqueio e por fim a defesa. Os críticos desse modelo apontam para uma dificuldade no encadeamento das ações, que se torna fundamental para o sucesso na aprendizagem através desse método (BIZZOCHI, 2004).

* Método progressivo associativo: Preconiza que os fundamentos sejam agrupados em função da postura do corpo adequada para a sua realização. Divide as partes do jogo em grupos: grupo 1: posição de expectativa, deslocamento, toque, manchete, saque por baixo; Grupo 2: Ataque, bloqueio, saque por cima; Grupo 3: defesa, rolamentos, mergulho e recepção. Essa sequência permite a aplicação e o agrupamento dos fundamentos de mecânica semelhantes. Essa proposta caracteriza-se ainda pelo fato de que cada habilidade deve ser aprendida e executada a contento, para somente depois passar para o aprendizado da habilidade seguinte (BOJIKIAN, 2003).

    Ambas as metodologias são utilizadas por um amplo número de profissionais e parecem oferecer bons resultados. Não cabe aqui discutir qual seria a melhor delas. Provavelmente, a melhor alternativa varia de acordo com as características do professor e do grupo de alunos, com o professor devendo optar por aquela que ele consiga trabalhar melhor.

A estruturação do processo pedagógico de ensino normalmente é dividida em fases. Uma proposta dessa divisão seria (BIZZOCHI, 2004; BOJIKIAN, 2003):

1 – Apresentação da habilidade: É o primeiro contato do aluno com a ação a ser realizada. A demonstração da habilidade deve ser feita com a máxima qualidade possível. O Professor deve ser claro o bastante, para que não fiquem dúvidas no aluno quanto à técnica de execução. É interessante o enriquecimento da demonstração através de vídeos e execução feita por atletas de alto nível. Quanto mais atrativas forem as atividades, maior a possibilidade de êxito, já que o aspecto motivacional é fundamental na aprendizagem.

2 – Importância do aprendizado e aplicabilidade no jogo: Alguns fundamentos não despertam muito interesse no aluno. Por exemplo, culturalmente no Brasil os princípios defensivos do jogo provocam menos interesse do que os princípios ofensivos. O professor deve criar situações que demonstrem ao aluno a importância da ação no contexto do jogo e a sua utilização em momentos e situações específicas que acontecem dentro de um jogo. Também nesta fase é aconselhável a utilização dos recursos propostos no item acima.

3 – Sequência pedagógica: É um procedimento metodológico que fraciona o movimento em partes, com uma posterior associação progressiva dessas partes, até que chegue a execução completa. É prudente que só se acrescente partes quando a anterior já estiver incorporada ao acervo motor do praticante. As novas habilidades são construídas sobre as habilidades adquiridas anteriormente.

4 – Exercícios educativos: São exercícios específicos para a correção de gestos motores inadequados que, por ventura, surgirem ao término de uma sequência pedagógica. Geralmente são administrados em partes, visando corrigir especificamente a parte do movimento que não está sendo executada corretamente.

5 – Exercícios formativos: Exercícios que visam corrigir imprecisões nos gestos técnicos, causadas por uma formação física inadequada perante a especificidade das capacidades motoras necessárias para a realização da habilidade.

6 – Automatização: É a fixação da execução do movimento no nível neuromotor. Considera-se que uma habilidade motora foi aprendida quando esta é incorporada ao acervo motor do aluno. Independente do grau de dificuldade da habilidade, depois de aprendida ela passa a ser natural para o indivíduo. A repetição é o principal meio para a fixação do movimento, desde que seja realizada com alto nível de eficiência.

7 – Aplicação: Nada mais é do que a utilização das ações aprendidas na realidade do jogo, não sendo necessariamente o jogo com as regras oficiais, mas sim todas as manifestações possíveis de jogo recreativo e/ou pré-desportivo. O professor deve ter sensibilidade de modo que a transferência do aprendizado dos gestos anteriormente automatizados seja gradativa para as situações de jogo. Em relação às estratégias do tipo de intervenção prática a ser adotada, temos a seguinte divisão:

    Prática concentrada: Nesta situação, o aluno executará diversas repetições de uma determinada ação de jogo, para somente a seguir passar para o treinamento de outra ação. Esta prática pode ser subdividida em: prática concentrada em bloco, onde serão feitas repetições do mesmo exercício por um determinado tempo antes de passar para outro tipo de exercício. Como exemplo, podemos citar uma situação em que o aluno está treinando o fundamento saque, e o professor determina que ele utilize apenas saque longo, para depois de terminar esta tarefa passar a utilizar apenas saque curto; prática concentrada variada, onde serão realizadas dentro do treinamento de uma mesma ação de jogo recursos técnicos diferentes. Utilizando novamente o saque como exemplo, dentro do treinamento o professor orienta para que o aluno use toda a variabilidade possível alternando saque curto, longo, em diagonal, na paralela, com trajetória diferente em relação à rede, etc.

    Prática intercalada: Nesta proposta, o aluno durante o treinamento realiza diversas ações em sequência, não repetindo a execução do mesmo fundamento ou elemento. Como exemplo, podemos citar um exercício onde o aluno efetue um saque; a seguir executa uma recepção; um levantamento; um ataque; e recomeça toda a sequência de procedimentos.

    Os pressupostos que sustentam a prática concentrada são pautados na ideia que a repetição sistematizada promoverá a automatização do movimento, o que acarretaria em um desempenho mais satisfatório na execução do gesto técnico. Já a prática intercalada, por necessitar constantemente de uma reorganização do programa motor inerente a cada fundamento, parece promover um padrão de desempenho mais duradouro.

    Em todas as situações de treinamento mencionadas, é importante ressaltar que o professor deve ter o “feeling” necessário para estimar o tempo de atividade ideal. A atenção é um importante mecanismo da aprendizagem, e um aluno só conseguirá manter seu foco voltado para a prática da atividade durante determinado tempo (SCHMIDT e WRISBERG, 2001). Sendo assim, o professor deve planejar seu treinamento de forma que a aula seja contemplada com atividades variadas e que desperte o interesse do seu aluno.

    Neste contexto seria interessante pensarmos em atividades de aquecimento com movimentações semelhantes às do voleibol. Através destas, podemos desenvolver algumas capacidades importantes para os alunos, além de promover brincadeiras direta ou indiretamente relacionadas ao voleibol. Quando na aula estiver previsto o aprendizado de uma nova ação de jogo, esta deve ser realizada logo no início da parte principal da aula, pois os alunos estarão descansados, tendo uma maior concentração e atenção para a precisão requerida pela habilidade (BOJIKIAN, 2004). Estas estratégias otimizam o tempo que temos disponível para as sessões de treinamento, sem desgastar excessivamente o aluno.

    O tempo total da atividade e a quantidade de sessões semanais de treinamento são outros aspectos que devem ser controlados pelo profissional. Atividades extenuantes favorecem o aparecimento da fadiga. Em situações fatigantes o aprendizado não ocorrerá de forma adequada, havendo desperdício de tempo e a possibilidade de uma fuga do aluno das sessões de treinamento. Lembrando que todo o tipo de atividade deve ser adequado à realidade dos alunos, uma proposta de divisão do processo de aprendizagem, feita em função da idade e do nível de desenvolvimento dos alunos, com a sugestão de algumas das possíveis atividades seria a seguinte:

1ª. Etapa. Fase de desenvolvimento: idade entre 7 e 10 anos

Desenvolver:

- Todas as formas de deslocamento

- Habilidades básicas e combinadas

- Variações nas formas de rebater

- Jogos adaptados de pegar e rebater

- Adaptação e familiarização com a bola

- Domínio da bola parado e em movimento

 

2ª. Etapa. Fase da iniciação: idade entre 10 e 12 anos

Desenvolver:

- Capacidade espaço-temporal

- Habilidades motoras adaptadas ao voleibol

- Combinação das habilidades desenvolvidas na etapa anterior

- Familiarização com a quadra e a rede, mesmo que não sejam nas medidas oficiais.

- Atividades com lançamento da bola por baixo e por cima da rede.

- Jogos adaptados sobre a rede.

 

3ª. Etapa. Fase da aprendizagem: idade entre 12 e 15 anos

Desenvolver:

- Aprendizagem das habilidades específicas do voleibol.

- Ênfase a lapidação da execução dos fundamentos.

- Encadeamento das ações básicas de jogo.

- Aperfeiçoamento das formas de jogo.

- Capacidade de raciocínio tático

- Capacidade de elaborar estratégias perante as situações de jogo

 

4ª. Etapa. Fase do aperfeiçoamento: idade a partir dos 15 anos

Desenvolver:

- Combinação dos fundamentos.

- Maior discernimento tático.

- Formas mais elaboradas de jogar.

- Início da definição da função que será exercida.

- Noções de divisão de responsabilidade.

Vídeo Tutorial dos Fundamentos Básicos do Voleibol:


Referencia Pesquisada:

Site: Porta da Educação, Voleibol como metodologia convencional de ensino, disponível em: https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao-fisica/voleibol-como-metodologia-convencional-de-ensino/40928#, acesso dia 11 de Novembro de 2020.s biológicas e cronológicas podem variar.


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Torneio Interclasses na Escola.



   Torneio Interclasses na Escola.

Todos envolvidos em uma competição saudável 

POR:
Patrick Cassimiro, Caroline Ferreira e Rosi Rico

     O apito soa, crianças e jovens correm, a bola quica. Parece que o campeonato se inicia no momento em que a torcida está posicionada, a arbitragem em ação e o placar mudando. Mas, antes do primeiro jogo ocorrer, há planejamento e muito trabalho para promover reflexões sobre como realizar uma competição saudável.

   Para esse objetivo ser atingido, é essencial desconstruir o senso comum de que o esporte deve ser como o praticado por atletas de alto rendimento, que em geral tem características diferentes das intenções educativas, como exclusão dos menos aptos, divisão por gênero e a busca desenfreada por resultados. No lugar disso, a ideia é mostrar que se trata de uma manifestação cultural que possui metas variadas e ocorre em contextos diversos, como em momentos de lazer, nas brincadeiras de rua ou nas aulas de Educação Física. O esporte pode, portanto, ser adaptado para atender as condições da instituição de ensino - de regras, espaços, materiais, técnicas e mesmo capacidade motora dos alunos, no caso de crianças com deficiência. Caio Martins Costa, coordenador pedagógico do Instituto Esporte e Educação, em São Paulo, explica que essa perspectiva amplia as possibilidades de presença nas atividades esportivas, favorece os diferentes níveis de habilidade e valoriza modalidades menos difundidas. "Não se trata, simplesmente, de facilitar o jogo para que todos participem, e sim trazer as diferenças como elemento para a construção de práticas desafiantes, no contexto específico da escola", diz Caio.

  Uma maneira de aproveitar o potencial formativo da atividade esportiva é a realização de um projeto institucional (leia no final da matéria) com a finalidade de organizar um campeonato envolvendo toda a instituição. "É fundamental a abordagem de aspectos como integração social, intercâmbio, solidariedade e congraçamento de ideias, valores e atitudes", afirma Marcos Santos Mourão, professor de Educação Física da Escola da Vila, em São Paulo. Isso ajuda na criação de uma competição saudável. "A gestão deve promover ações que evidenciem que esse processo é uma cooperação de competências, ou seja, cada um contribui com aquilo que faz de melhor", diz Marcos.

   Daí a importância de, na organização, ter a participação da comunidade. Foi o que ocorreu na EE Henrique Dumont Villares, em São Paulo, e no CE Gilvan Sampaio, em Rubiataba, a 210 quilômetros de Goiânia. Os gestores conduziram a realização de torneios com a colaboração de professores, funcionários e alunos na preparação das partidas. "Construir um projeto com várias mãos favorece a troca de ideias e a criação de uma identidade forte o suficiente para manter a sustentabilidade dele", coloca Caio.

Reuniões e debates

    Na escola paulista, o torneio envolveu alunos do 1º ao 5º ano em jogos de basquete, vôlei, futebol, queimada e atletismo, com equipes mistas e também nas categorias masculina e feminina. Por meio de grupos orientados por professores, os estudantes contribuíram para definir o regulamento, que incluía, para os menores, adaptação da cesta de basquete, colocada mais baixa, e a opção de vôlei câmbio, em que é permitido segurar a bola com a mão.       Os mais velhos participaram da arbitragem e cada equipe indicou um menino e uma menina, que foram preparados para ajudar com as súmulas - documentos em que as ocorrências de uma partida são anotadas.

  Os campeonatos interclasses da unidade goiana, feitos entre os alunos do Ensino Fundamental, são regulares e ocorrem todo fim de semestre. No último, as partidas foram de tênis de mesa, futsal, xadrez e vôlei. Durante os preparativos, a opinião dos estudantes é apresentada pelos representantes de classe, que participam das reuniões com a gestão. Se um estudante não quiser participar como jogador, ele pode ficar na torcida organizada, que também garante pontos para a equipe.

    Nas duas instituições, os torneios ocupam as aulas de Educação Física. Mas o esforço vai muito além desses horários. O planejamento inclui o trabalho com os docentes sobre como promover a reflexão dos alunos sobre questões como inclusão, ética, respeito e construção participativa. "Montamos estratégias de estudo e realizamos reuniões de formação para esse projeto", afirma Nadia Moya Brocardo, coordenadora pedagógica da EE Henrique Dumont Villares.

O debate desses temas com os estudantes é feito antes do início do campeonato, com aulas expositivas e propostas de leitura. "Queremos promover as habilidades motoras e cognitivas, mas também desenvolver ações que valorizem a boa convivência e o prazer proporcionado pelo esporte", diz Irlane dos Santos, diretora em Rubiataba.

  Nas duas escolas, há premiação. Em São Paulo, os troféus foram feitos pelo pai de um estudante, que é marceneiro, e finalizados pelas professoras de Arte. "Se durante o processo de realização do campeonato ficou evidenciado que o principal é a cooperação, a premiação é algo que pode e deve ser feito como uma maneira de valorizar o trabalho realizado", sugere Marcos.

 


ORGANIZAÇÃO DE CAMPEONATO

 

Objetivo geral

Realizar um campeonato envolvendo a escola inteira e fundamentado no trabalho em equipe.
 

Objetivos específicos

Para a equipe gestora Proporcionar condições para a realização do projeto e comunicar, de maneira clara, quais são os princípios que regem o evento.

Para os professores Abordar os aspectos formativos da prática esportiva como cooperação, solidariedade, integração social etc. Cuidar para que todos os alunos tenham a oportunidade de participar.

Para os alunos entender a diferença entre jogar com e jogar contra os colegas.

 

Tempo estimado

De um a dois meses.
 

Desenvolvimento

  • 1ª etapa | Mobilização

Converse com a comunidade sobre a realização do campeonato e estabeleça os princípios a ser valorizados, como cooperação e solidariedade. O ideal é que eles já estejam no projeto político-pedagógico (PPP) da escola. Organize encontros para ouvir as ideias dos participantes  sobre modalidades e regras. Registre o que for conversado por escrito.

  •  2ª etapa | Planejamento

Distribua funções. O objetivo é incluir até os alunos que não possam ou não queiram jogar. Mostre que o importante é participar. Uma boa opção é organizar as seguintes comissões: regulamento, que cuida da definição de aspectos gerais (objetivos do campeonato, datas, horários, locais etc.) e específicos (modalidades e regras, composição das equipes e duração das partidas); identidade visual, para criar logotipos, convites, placares, bandeiras e uniformes; divulgação, que produz fotos, informes, blogs, jornais etc.; arbitragem, que fiscaliza e aplica as regras durante os jogos (pode ser realizado por professores de educação física, pais ou alunos mais velhos); cerimonial, responsável pela abertura e pelo encerramento, o que envolve a preparação de apresentações, desfile das equipes etc.; e premiação, que elabora os tipos de prêmios a ser entregues.

  • 3ª etapa | Desenvolvimento

Reserve momentos para que as comissões desempenhem suas funções, com um professor monitorando cada uma delas. faça um checklist das providências necessárias à realização do evento (materiais, espaços, escala de funcionários, alimentação etc.) e agende uma reunião com os representantes dos grupos para se certificar que tudo está caminhando. Divulgue com antecedência para o público interno e, se for o caso, para o externo.

  •  4ª etapa | Realização

Durante os dias do campeonato, continue monitorando o trabalho das comissões. A de divulgação pode publicar em blog ou jornal fotos, relatos dos participantes e resultados das partidas. Gestores e professores também precisam anotar o que for observado para posterior análise. Na cerimônia de encerramento, podem ser distribuídos certificados de participação para todos os alunos e também ser entregues prêmios por equipes e para destaques como "artilheiro", "fair play" e "maior pontuador".

 

Avaliação

Reúna gestores e docentes para avaliar se o objetivo principal ? ter um torneio baseado na cooperação ? foi alcançado. Para isso, podem ser usados os registros feitos para divulgação e também as observações da equipe escolar. Vale consultar os estudantes sobre o que eles aprenderam por meio de uma roda de conversa ou por produção escrita.



Ilustrações: Adriel Contieri



Referência Pesquisada:


Site: Nova Escola, Todos envolvido em uma competição saudável, disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/8090/todos-envolvidos-em-uma-competicao-saudavel>, acesso dia 12 de Outubro de 2020


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Jogos Interclasses da Escola Primo Bitti 2023.